O novo turismo ultrapremium é o acesso ao inacessível
Atualizado: 21 de mar.
Experiências fora do alcance público

O turismo ultrapremium entrou em uma nova fase, na qual o principal produto deixou de ser o destino e passou a ser o acesso restrito e exclusivo.
Agências especializadas organizam visitas privadas a museus quando eles estão fechados ao público, expedições científicas exclusivas e estadias em propriedades isoladas, transformando o mundo em uma rede de experiências sob medida.
O diferencial deixou de ser o destino e passou a ser o acesso reservado e privilegiado.
Esse segmento é sustentado por uma base extremamente concentrada de clientes.
Apenas 0,25% dos viajantes financiam o turismo ultrapremium, com gastos anuais de bilhões em experiências exclusivas.
As projeções indicam que esse mercado pode atingir US$ 440 bilhões até 2032, enquanto o turismo high-end total pode alcançar US$ 2,76 trilhões, consolidando-se como uma das principais formas de conversão da riqueza global em consumo experiencial.
Nesse modelo, as agências operam como plataformas de acesso, com margens entre 20% e 35%, combinando rede institucional, logística internacional e relacionamento com ativos culturais e naturais.
Nesse caso, o centro de valor deixou de estar na infraestrutura física e passou a residir na capacidade de abrir portas indisponíveis ao mercado tradicional, no qual o turismo passa a funcionar como uma extensão do private banking, onde o verdadeiro ativo é o acesso privilegiado.
O resultado é a consolidação de uma nova economia baseada na escassez, em que o turismo ultrapremium se afirma como uma infraestrutura privada global voltada a uma elite que busca não apenas viajar, mas assegurar acesso a experiências raras e ambientes inacessíveis e fora do alcance do público geral
Fontes: Luxury Tribune, Arabian Travel Market, Global
Tourism Analysts



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